Dicas valiosas para se proteger de cyberataques no home office Início - Perfil empreendedor - Gestão e Negócios
Newsletter

Cadastre-se e receba todas as novidades

Dicas valiosas para se proteger de cyberataques no home office

Publicado em 21 de Jan de 2018 por Redação |COMENTE

Um artigo com dicas para evitar cyberataques em seu computador



Texto: Daniel Lemos* | Fotos: Shutterstock | Adaptação Web: Rodrigo Sodré

 

O chamado home office está cada vez mais em pauta nas empresas e, quem aderiu, descreve grandes vantagens. Porém, um alerta se faz necessário: como tratar a questão da segurança dos dados e informações? 

O ponto inicial a se pensar é que quando o funcionário trabalha de casa existem dois cenários possíveis. No primeiro, o funcionário trabalha remotamente utilizando um computador corporativo. Já no segundo cenário, o trabalhador usa uma máquina própria para executar as tarefas do trabalho.

A primeira situação é, em termos de segurança, a mais ideal. Uma máquina corporativa está em compliance com as políticas de segurança da empresa. Nessa máquina, o usuário não possui acesso de administrador, ele só utiliza aplicativos e ferramentas liberados pela equipe de segurança. É possível fechar uma VPN (rede privada) com a empresa e ter o tráfego monitorado e seguro pela equipe de segurança corporativa.

Já com a máquina pessoal, o usuário que trabalha remotamente está muito mais vulnerável e aumenta o risco de exposição, tanto pessoal quanto das informações confidenciais da empresa. Provavelmente, ele não possui uma solução corporativa de antimalware, não consegue fechar uma VPN com a empresa e, talvez o mais preocupante, possui acesso administrativo, podendo executar malwares e abrir as portas da empresa para outras ameaças a qualquer momento.

Compartilho algumas dicas que podem ajudar a melhorar a segurança no home office.

Fique atento e bom trabalho!

1. Evite trabalhar com computador próprio

Como dissemos anteriormente, é preferencial que o funcionário, ao trabalhar remotamente, utilize um equipamento homologado pela empresa. Na impossibilidade disso, o computador precisa ter no mínimo uma boa solução de antimalware em funcionamento.

2. Não se conecte a um Wi-Fi aberto

Uma rede wireless aberta é uma porta de entrada para hackers. Ao se conectar a uma rede wireless aberta você se expõe a riscos, podendo ter informações pessoais e corporativas comprometidas.

3. Configure a rede doméstica corretamente

Poucas pessoas sabem, mas os vírus e emails maliciosos não são a única porta de entrada para um ataque. Em uma residência, configurar o wireless corretamente é muito importante para fechar uma porta de entrada para os criminosos. O modem utilizado para conexão em geral possui como usuário e senha padrão o clássico admin/admin. Isso permite que qualquer pessoa mal-intencionada configure o modem de sua casa, podendo redirecionar sua conexão para links maliciosos. Nós já identificamos em um cliente um caso onde o modem da casa de um executivo foi comprometido dessa forma. Por isso, é preciso modificar o usuário e senha fornecendo mais segurança para esse ponto de acesso.

4. Realize backups periodicamente

Nas empresas, é comum a realização de um backup periódico para evitar problemas como perdas de informações, seja em casos de incidente de segurança até, por exemplo, máquinas estragadas. O usuário quando se conecta remotamente, principalmente de um computador pessoal, acaba não fazendo o backup. O perigo disso está justamente na perda das informações, se a máquina acaba estragando, o funcionário perderá o trabalho feito, um prejuízo de tempo e dinheiro para a empresa.

5. Tenha cuidado com as senhas e acessos

Ao trabalhar utilizando um computador pessoal, é recomendado que o funcionário utilize um perfil sem acesso administrativo, essa medida não impossibilita a entrada de malwares, mas é mais uma barreira que dificulta a ação dos criminosos. Utilize o perfil administrativo apenas para instalar os aplicativos imprescindíveis. Diferente da máquina homologada pela empresa, o computador pessoal não conta com uma política de troca de senhas. Portanto, o funcionário deve se lembrar de trocar suas senhas periodicamente, utilizando senhas complexas.

*Daniel Lemos é engenheiro de computação formado pela UFF, com MBA em gestão pelo IBMEC e mais de 20 de experiência em TI,  sendo 15 deles na área de Segurança da Informação. Em 2005 fundou a Real Protect, uma das principais empresas brasileiras especializadas em monitoramento e serviços gerenciados de segurança da informação e primeira empresa da América Latina a obter a certificação internacional MSP/CLoudVerify da MSP Alliance, em 2013, e recertificação em 2016.


COMENTE